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Roberto Acioli de Oliveira

Arquivos

25 de abr de 2009

Purgatorium: A História de Uma Palavra (final)


“O fogo porá à prova
a obra de cada um”


São Paulo,
Corintios, III, 13

Fogo e Gelo

O cristianismo medieval se apoiou nesta citação das Escrituras para construir o Purgatório. Quente e frio são dois elementos muito presentes no Purgatório. O fogo, em particular, desempenha um papel central. No Purgatório medieval, e mesmo antes, o fogo surge de muitas formas: círculos de fogo, lagos e mares de fogo, anéis de chamas, muralhas e fossos de fogo, monstros cuspidores de fogo, carvão em brasa, almas em forma de labareda, rios, vales e montanhas de fogo. O papel do “fogo sagrado” é apagar o período da existência já vivida e tornar o próximo possível (1).


O Purgatório se manifesta no ressurgimento da base indo-européia da qual a cristandade dos séculos XII e XIII parece ter sido palco. Neste sentido, a presença de um fogo divino (Ignis Divinus) já pode ser notada bem antes, em contos, lendas e espetáculos populares desde a Antiguidade, entre os Romanos, os Gregos, os Iranianos e os Indianos. Ao lado do fogo do forno, do fogo da forja e do fogo da pira, agora também deve ser colocado o fogo do Purgatório. Este fogo rejuvenesce e imortaliza. O cristianismo se apropriou da lenda da Fênix, que se tornou um símbolo da humanidade chamada para a ressurreição.

De acordo com Jacques Le Goff, essa herança esclarece características importantes do “fogo expurgador”, que tiveram um papel primordial na construção do Purgatório na Idade Média. Devemos passar por um fogo que rejuvenesce. Compreende-se porque os vulcões atraíram a atenção quando se procurou localizar o Purgatório na terra. O fogo fazia par com a água fria ou gelo. Os corpos dos ascetas se deixavam expor igualmente ao gelo e ao fogo. O “batismo de fogo”, evidentemente metafórico, tinha como objetivo batizar pela água e pelo espírito, para que quando o crente chegasse ao rio de fogo, mostre que conservou os recipientes de água e espírito e que merece receber o batismo de fogo em Jesus Cristo (Lucas, III, 16, Lucam, homilia XXIV) (2). (imagem acima, detalhe do tríptico Os Bem Aventurados e os Condenados [?], Hieronymus Bosch, 1500) Le Goff acredita que o fato de a concepção do Purgatório ser construída a partir de elementos herdados de tradições mais antigas facilitou o êxito dessa rearticulação do espaço divino cristão. O cristianismo...

“(...) Recolheu o fogo divino que rejuvenesce e imortaliza, mas fez dele não uma crença ligada a um ritual, mas um atributo de Deus, cujo uso é determinado por uma dupla responsabilidade humana: a dos mortos, que devem, segundo o seu comportamento na terra, ser-lhe ou não submetido; a dos vivos, cujo maior ou menor zelo pode alterar-lhe a duração de atividade. O fogo do Purgatório, continuando a ser um símbolo portador de sentido, o da salvação pela purificação, tornou-se um instrumento ao serviço de um sistema de justiça complexo, ligado a uma sociedade completamente diferente daquelas que acreditavam no fogo regenerador” (3)

Santo Dinheirinho

Aparentemente, teria sido pela crença dos primeiros cristãos na eficácia de suas preces pelos mortos que se chegou à concepção do Purgatório (pois o caminho do morto, pois o caminho ainda não estava completo). Mas levou tempo até que essa crença se articulasse à outra, a crença na existência de uma purificação depois da morte. Além disso, pelo menos para os vivos havia claramente o estabelecimento de um grande leque de vantagens terrenas (incluindo as financeiras, como mostra a questão da cobrança de indulgências, e dá o que pensar se suas atitudes sugerem não se importar que isso os leve para o Inferno – supondo que realmente acreditem nessa possibilidade). (imagem ao lado, A Gula, detalhe de Os Sete Pecados Capitais e as Quatro Últimas Coisas, de Hieronymus Bosch, c. 1490; abaixo, à direita, o Orgulho, outro detalhe da mesma obra; não foi possível determinar o título e a autoria da imagem acima, à direita)


“Que acréscimo de poder para os vivos, este domínio sobre a morte! Mas também, aqui em baixo, que reforço da coerência das comunidades – famílias carnais, famílias artificiais, religiosas ou confraternais – que extensão, após a morte, que solidariedades eficazes! E para a Igreja, que instrumento de poder! Ela afirma o seu direito (parcial) sobre as almas do Purgatório como membros da Igreja militante, pondo à frente o foro eclesiástico em detrimento do foro de Deus, o detentor da justiça no além. Poder espiritual, mas também, muito simplesmente, [...] lucro financeiro de que se beneficiarão, mais do que os outros, os irmãos das ordens mendicantes, propagandistas ardentes da nova crença. O ‘infernal’ sistema das indulgências encontrará nelas finalmente um alimento revigorante” (4)

Um Lugar nas Palavras

Para a teologia católica moderna, o Purgatório não é um lugar, mas um estado. Le Goff defende, entretanto, que a concepção do Purgatório como lugar e as imagens ligadas a ele desempenharam um papel importante no fortalecimento desse novo espaço divino.

A cultura folclórica, afirma Le Goff, também foi importante para o nascimento do Purgatório. Muitos elementos são provenientes dos contos populares ou aparentados. Além disso, nessa fase a Igreja está mais aberta às tradições populares que ela mesma havia tentado destruir anteriormente (5).

Buscando explicar a falta de interesse dos historiadores, Le Goff afirma que o problema é que eles não dão a devida atenção às palavras. O aparecimento da palavra purgatorium em textos perdidos no tempo exprime a tomada de consciência do Purgatório.

“(...) Fossem realistas ou nominalistas, os clérigos da Idade Média sabiam bem que entre as palavras e as coisas existe uma união tão estreita como entre corpo e alma. Para os historiadores das idéias e das mentalidades, as palavras – certas palavras -, fenômenos a longo prazo vindos lentamente das profundezas, tem a vantagem de aparecer, de nascer e de trazer assim elementos cronológicos sem os quais não há verdadeira história. É verdade que não se data uma crença como um acontecimento, mas devemos afastar a idéia de que a história a longo prazo é uma história sem datas. Um fenômeno lento como a crença no Purgatório estagna, palpita durante séculos, repousa nos ângulos motos da corrente da história e depois, repentinamente ou quase, é arrastado na massa da onda não para nela se perder, mas, ao contrário, para emergir e dar testemunho. Quem fala do purgatório – nem que seja de forma erudita – desde o Império Romano até à cristandade do século XIII, de Santo Agostinho a São Tomás de Aquino, e assim situa o aparecimento do substantivo entre 1150 e 1200, deixa escapar aspectos capitais dessa história, se não o essencial. Deixa escapar, ao mesmo tempo que a possibilidade de esclarecer uma época decisiva e uma profunda mutação da sociedade, a oportunidade de descobrir, a propósito de crença no Purgatório, um fenômeno de grande importância na história das idéias e das mentalidades: o processo de espacialização do pensamento” (6)

Notas:

1. LE GOFF, Jacques. O Nascimento do Purgatório. Lisboa: Editorial Estampa, 2ªed., 1995. P. 22-3.
2. Idem, p. 24.
3. Ibidem, p. 25.
4. Ibidem, p. 26.
5. Ibidem, p. 27.
6. Ibidem, pp. 17-8.

24 de abr de 2009

Purgatorium: A História de Uma Palavra (II)



Perdidos no Espaço

A antropologia mostrou a importância da noção de espaço, não só no urbanismo ou na geografia, mas especialmente no campo simbólico. Desdobramento disso, a noção de território não se restringe aos animais, pois o homem (não fosse ele mesmo um animal) pode ser muito mais facilmente compreendido se levamos em consideração seu comportamento em relação ao mundo que o cerca (incluindo o mundo que ele cria para cercá-lo). (imagens, O Último Julgamento, Hans Memling, 1433-1494; na imagem ao lado vemos o momento da morte, quando as almas eternas deixam os corpos)

Em A Dimensão Oculta, Edward T. Hall mostrou que o território é um prolongamento do organismo animal e humano, que depende do ponto de vista da cultura que o imagina e que é também uma interiorização do espaço organizada pelo pensamento. O espaço guarda uma dimensão fundamental dos indivíduos e das sociedades. Nesse contexto, organizar o espaço do além foi uma operação de grande alcance para a sociedade cristã.

“Quando se aguarda a ressurreição dos mortos, a geografia do outro mundo não é uma questão secundária. E pode esperar-se que exista uma relação entre a maneira como essa sociedade organiza o seu espaço aqui em baixo e o seu espaço no além, pois os dois espaços estão ligados através das relações que unem a sociedade dos mortos e a sociedade dos vivos. Entre 1150 e 1300, a cristandade entrega-se a uma grande remodelação cartográfica, sobre a terra e no além. Para uma sociedade cristã como a do Ocidente medieval, as coisas vivem e movem-se ao mesmo tempo – ou quase – sobre a terra como no céu, aqui em baixo como no além” (1)

O Lugar das Punições

O Purgatório se instala na crença cristã entre 1150 e 1250. Trata-se da hipótese da existência de um além intermediário entre céu e terra, onde certos mortos passam por uma provação que poderia ser abreviada pela ajuda espiritual dos vivos. A meio caminho entre a morte e a ressurreição, algo de novo pode acontecer a um ser humano. Uma parada onde são oferecidos suplementos para que certas pessoas alcancem a vida eterna. O julgamento dos mortos também é uma noção que permeia a idéia de Purgatório. Na verdade, um julgamento duplo, o primeiro no momento da morte, o segundo no fim dos tempos.

Uma espécie de processo judicial de abrandamento das penas em função de fatores diversos. A responsabilidade individual e o livre arbítrio do homem (culpado por natureza, devido ao pecado original) também entram nessa conta: seremos julgados pelos pecados pelos quais somos responsáveis. Existe uma ligação entre o Purgatório e o tipo de pecado “quotidiano”, “habitual”, que levará a concepção de pecado venial (perdoável). De fato, essa foi uma das condições para o surgimento do Purgatório, que será o lugar de purgação dos pecados veniais. (na imagem ao lado vemos o Purgatório, lugar do Julgamento dos pecados pelo tribunal divino, e o Céu)

O Terceiro Lugar Está Mais ou Menos no Centro

O Purgatório é um espaço situado entre o Paraíso e o Inferno, embora por muito tempo se confunda com este. Em seguida, enquanto lugar de purificação completa para os futuros eleitos, ele passa a se inclinar para o Paraíso, o que mostra que o Purgatório não constitui um verdadeiro ponto intermediário.

Ponto intermediário deslocado, não se situará no centro, mas num intervalo, apontando para o alto. Portanto, o Purgatório não está a meio caminho (não é equidistante) entre Céu e Inferno. Apesar dessa indefinição ou, talvez por conta dela, na Idade Média o Purgatório passa a fazer parte de um imaginário que se chamará de “maravilhoso”.

Seja como for, o Purgatório entra como um dos lugares do além e não faz sentido senão em relação aos outros lugares (Céu e Inferno). Foi aquele dentre os três que mais tempo levou para se definir e consolidar. (na imagem ao lado vemos o lado direito do tríptico de Memling, o Inferno)

“Estrutura lógica, matemática, o conceito de ponto intermediário está ligado a mutações profundas das realidades sociais e mentais da Idade Média. Não deixar mais sozinhos, cara a cara, os poderosos e os pobres, os religiosos e os laicos, mas antes procurar uma categoria mediana, classes médias ou ordem terceira, é tudo a mesma tentativa e reporta-se a uma sociedade transformada. Passar de esquemas binários [Céu x Inferno] para esquemas ternários é dar aquele passo na organização do pensamento da sociedade, cuja importância Claude Lévi-Strauss sublinhou” (2)

Notas:

1. LE GOFF, Jacques. O Nascimento do Purgatório. Lisboa: Editorial Estampa, 2ªed., 1995. P. 18.
2. Idem, p. 21. Na referência a Lévi-Strauss, Le Goff se refere ao estudo do antropólogo francês em relação às sociedades dualistas, “As Organizações Dualistas Existem?”, em Antropologia Estrutural.

23 de abr de 2009

Purgatorium: A História de Uma Palavra (I)




Nas inflamadas
discussões entre católicos
e protestantes
no século XVI,
os últimos reprovavam a crença
católica no Purgatório
- para eles
não passava de um além
“inventado”
que
não estava nas Escrituras.
Lutero
o chamava de
“o terceiro lugar”
(1)



O Segundo Andar

A palavra Purgatorium não existe como substantivo, que surge ao lado do adjetivo purgatorius somente a partir da segunda metade do século XII. Antes disso, O Purgatório não existe. A iconografia do Purgatório só teria se expandido no final do século XIV, embora alguma coisa também se possa encontrar no século anterior. Os momentos mais fervorosos do Purgatório estendem-se do século XV ao XIX. O sistema da solidariedade entre vivos e mortos através do Purgatório tornou-se uma cadeia circular sem fim, uma corrente de reciprocidade perfeita (2). No século XIII, o Purgatório havia modificado a atitude dos cristãos perante os últimos momentos da vida. (imagem acima, parte do tríptico Os Bem Aventurados e os Condenados [?], de Hieronymus Bosch, 1500)

“(...)O Purgatório dramatizou essa última parte da existência terrena, carregando-a de intensidade misturada de temor e esperança. O essencial, a escolha do Inferno ou do Paraíso, visto que o Purgatório era a antecâmara certa do Paraíso, podia ainda jogar-se no momento derradeiro. Os últimos instantes eram também os da última oportunidade (...)” (3)

Jacques Le Goff se pergunta, “(...) não teria sido a preocupação principal da Igreja manter o Inferno eterno? O fogo purgatório temporário não teria sido a exaltação do fogo inextinguível? (...) O Purgatório não teria sido o preço pago pela Igreja para conservar a arma absoluta, a condenação eterna? (...)” (4)

Quantos Andares Têm Essa Casa, Afinal?


“Organizar o espaço do
seu além foi uma operação
de grande alcance para a
sociedade cristã”

Jacques Le Goff (5)



De acordo com a perspectiva de Jacques Le Goff, a construção secular da crença no Purgatório modifica profundamente o imaginário cristão. Segundo o historiador, numa sociedade impregnada de religião como a cristandade da longa Idade Média que se prolongou da Antiguidade tardia até a revolução industrial, mudar a geografia do além, modificar o tempo após a vida, significa mudar a vida das pessoas literalmente.

“É evidente que o aparecimento de tal crença esta ligado a alterações profundas da sociedade em que se produz. Que relações mantêm esse novo imaginário do além com as mudanças sociais, quais as suas funções ideológicas? O controle estrito que a Igreja exerce sobre ele, chegando mesmo a uma partilha do poder sobre o além entre ela e Deus, prova que o que estava em jogo era importante. Por que não deixar os mortos vagar ou dormir?” (6) (acima, parte do tríptico O Último Julgamento, também de Bosch, entre 1450 e 1516)

O “terceiro lugar” irrompe num modelo dualista que o cristianismo herdara das religiões e civilizações anteriores e contemporâneas a ele. Entre um além judaico e outro Romano, o cristianismo privilegiou um modelo que situa o “descanso dos justos” no Céu e o Paraíso na superfície da terra mesmo. Nos mapas medievais, esse espaço terrestre da Idade do Ouro se localiza no Extremo Oriente, com o seu rio de quatro braços criado por Yahvé para “regar o jardim” (Gênesis II, 10). A oposição Inferno-Paraíso era baseada na oposição Terra-Céu. Apesar de subterrâneo, o Inferno era a Terra, que se opunha ao mundo celestial. A sociedade humana deveria ser elevada na direção do Céu. “O próprio Jesus dera o exemplo: depois de ter descido aos Infernos subira ao Céu” (7).

No sistema de orientação do espaço simbólico, lá onde a Antiguidade greco-romana privilegiava a oposição direita-esquerda, o cristianismo privilegia a oposição alto-baixo. Os valores cristãos na Idade Média giraram em torno disso. “Subir, elevar-se, ir mais alto, eis o aguilhão da vida espiritual e moral, enquanto a norma social é ficar no seu lugar, lá onde Deus nos pôs na terra, sem ambicionar escapar à nossa condição, tendo o cuidado de não nos diminuirmos, de não descermos” (8).

Entre o segundo e o quarto séculos, o cristianismo refletiu sobre a situação das almas entre a morte individual e o Julgamento final. Imaginaram que as almas de certos pecadores poderiam, sofrendo talvez uma provação, ser salvas durante esse lapso de tempo. Esse questionamento culminaria com a criação do Purgatório no século XII. Segundo Le Goff, esse nascimento foi negligenciado pelos historiadores, e antes disso pelos historiadores da teologia e da espiritualidade.

Notas:

1. LE GOFF, Jacques. O Nascimento do Purgatório. Lisboa: Editorial Estampa, 2ªed., 1995. P. 15.
2. Idem, pp. 17, 425, 433 e 439.
3. Ibidem, p. 427.
4. Ibidem, p. 428.
5. Ibidem, p. 18.
6. Ibidem, p. 16.
7. Ibidem, p. 17.
8. Ibidem.

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