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Roberto Acioli de Oliveira

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30 de mar de 2008

Rostos: Fisiognomonia (III)

Johan Kaspar Lavater


“Decifrar a
lingu
agem
original da
natureza
,
escrita
sobre o
rosto do
homem e
sobre todo
seu exterior
..."



Entre 1775 e 1875 os escritos de Lavater alcançaram grande notoriedade. Pastor protestante na Suiça, a religiosidade perpassa todo o seu texto. Procurou provar os desígnios divinos a partir de um ponto de vista que misturava misticismo e empirismo. O nome de sua obra mais famosa: Ensaio Sobre a Fisiognomonia, Destinado a Conhecer e Amar o Homem. Dentre os colaboradores, que chegaram a escrever ensaios embora não fossem devidamente citados, encontramos Goethe. Certa feita, surpresos com os elementos de zoologia presentes no trabalho de Lavater, e sendo ele um teólogo, perguntaram a Goethe se Lavater tinha em suas pesquisas uma orientação voltada para a natureza. Ao que o escritor respondeu: “Certamente não, sua direção conduzia apenas para os costumes e aspectos religiosos. O que está na Fisiognomonia de Lavater, sobre os crânios de animais, é meu” (1) (imagem acima, semanário France Dimanche, nº189, ca1950)

Em Face Value. Physiognomonical though and the legible body in Marivaux, Lavater, Balzac, Gauthier, and Zola. (2), Christopher Rivers nos mostra o que está por trás do ponto de vista lavateriano. O pastor desejava chegar a um manual definitivo sobre como determinar o caráter humano a partir de características físicas exteriores. Pretendia fazê-lo cientificamente, mas para afirmar Deus. Assim, o objetivo de Lavater não era o saber pelo saber, mas afirmar o conhecimento, a ciência e a Verdade para melhor amar o homem. O objetivo de seu trabalho é teológico.

Rivers sugere que o trabalho de Lavater também poderia ser considerado crítica de arte, dada a quantidade de reproduções que apresentava, como Da Vinci, Rembrandt, Raphael, Rubens, Van Dyke, Poussin, Le Brun e Hoggarth. Em sua opinião, o trabalho de Lavater foi a mais extensiva tentativa de sistematização de uma ciência que pretendia determinar o caráter a partir da aparência física.

Quanto ao objetivo de contribuir para o amor entre os homens, Rivers observa um detalhe jocoso que teria passado despercebido por Lavater. Rivers ainda admite que possa ser apenas uma questão de cinismo de alguém do século XX, mas como poderíamos melhor amar nosso vizinho se reconhecemos nele os sinais físicos da estupidez?

Na opinião de Lavater a mulher sente, enquanto o homem pensa. Outro problema encontrado por Rivers diz respeito à misoginia no texto lavateriano. Como pastor protestante, sua caracterização da mulher segue a tradição misógina judaico-cristã. Nos 4 volumes de sua obra em questão, dedica apenas um capítulo às mulheres e parece admitir com orgulho que seu conhecimento sobre elas é limitado. Segundo Lavater, o mal é uma parte essencial da mulher, mesmo da mais virtuosa dentre elas. São feitas do homem e para servi-lo. Além do que, segue Lavater, fazendo uma alusão à cena do Pecado Original, não é o homem que será seduzido primeiro, mas ela - que em seguida o seduziu. Rivers conclui que esta articulação entre fisiognomonia e tradição teológica teria sido a única “contribuição” de Lavater ao discurso da fisiognomonia misógina (3).

Ciência Religiosa?

Apesar da falta de objetividade de suas descrições, Lavater pretendia incluir a fisiognomonia entre as ciências aceitas. Chega a introduzir um método geométrico, buscando respostas nas medidas do rosto. Rivers defende a hipótese de que a fisiognomonia de Lavater só tem interesse como um constructo retórico. (imagem da esquerda, de Juan Valverde de Amusco, ca1525-88)

Lavater acreditava que os signos corpóreos, isto é... naturais... isto é, dados por Deus, deveriam ser interpretados de um forma a suplantar os signos verbais produzidos pelo homem. A linguagem seria manipulável, já a fisionomia refletiria uma verdade essencial que ninguém poderia manipular ou distorcer. Rivers mostra que Lavater acreditava que a própria natureza nos haveria provido com estes sinais por ter antevisto quão escorregadios eram os signos lingüísticos criados pelo homem. Rivers aponta também a ironia de que, no texto de Lavater, a afirmação mais clara deste princípio fisiognomônico fundamental não está em sua palavra e sim na de um fisiognomonista do século XVII, Cureau de La Chambre...


“Ela [a natureza] não tem apenas dado ao Homem a voz e a língua para ser o interprete de seus pensamentos; mas na desconfiança que ela teria tido de que podia enganar-se, fez falar também sua testa e seus olhos, para demiti-los quando não fossem fiéis. Numa palavra, derramou toda sua alma para fora, e de modo algum há necessidade de janela para ver seus movimentos, suas inclinações e seus hábitos, visto que aparecem no rosto, e que são descritas em caracteres tão visíveis e tão manifestos”. (4)

Tomando Saussure como modelo, Rivers mostra como a semiótica de Lavater substituiu o significado (um conceito) por um traço imutável, essencial, alegórico e psicológico. O significante (“imagem acústica” do significado) é substituído por “material corpóreo” (orelhas grandes, etc...). Enquanto para Saussure o significante é imotivado, arbitrário em relação ao significado, Lavater havia defendido a hipótese de que a relação não é de modo algum arbitrária. Na visão de Lavater, de um lado temos um sistema semiótico original que é natural e, de outro, um reflexo inferior, a linguagem humana. A relação se estabelece entre protótipo e imitação. Rivers mostra que, na mente de Lavater, “é precisamente porque a linguagem humana não é confiável que a fisiognomonia tem que existir” (5).

Porém, na época de Lavater, existiam já teorias da linguagem. Rivers cita pelo menos duas. No século XVIII, com Condillac, em seu Ensaio Sobre a Origem dos Conhecimentos Humanos (1746), e Rousseau, em seu Ensaio Sobre a Origem das Línguas (1755). Condillac fala da arbitrariedade da linguagem humana. Rousseau distingue a linguagem humana em relação a animal (ou de certos animais), assumindo que no último caso a linguagem dos sinais deve ser a mais utilizada. Entretanto, a considera incapaz de atingir a complexidade da natureza arbitrária da linguagem humana. O que não fica muito claro no livro de Rivers é que, logo após desvalorizar uma linguagem não verbal animal em função de uma linguagem verbal humana, o autor mostra que Rousseau acreditava (e Lavater sabia disso) na existência de um sistema de comunicação de sinais que suplanta a linguagem humana. Vale a pena ver o que escreveu Rousseau a respeito...

“Abra a história antiga; a encontrará plena dessas maneiras de argumentar com os olhos, e nunca elas deixam de produzir um efeito mais seguro que todos os discursos que poderíamos ter colocado em seu lugar... A linguagem mais enérgica é aquela onde o signo diz tudo antes que falemos... [Assim] falamos aos olhos bem melhor que às orelhas. Não há ninguém que não sinta a verdade do julgamento de Horácio a esse respeito. Vemos que os discursos mais eloqüentes são aqueles em que inserimos mais imagens” (6).

Na opinião de Lavater, o problema da linguagem é até menor que o da má fé. A necessidade de um sistema de significação cujos signos sejam inquestionáveis torna-se premente devido à capacidade que o homem tem para mentir e dissimular. A fisiognomonia pretende neutralizar o mau uso da linguagem, assim como todo elemento lingüístico, necessariamente arbitrário.

Com seu modelo de comunicação não verbal, Lavater consegue criticar Platão (e por extensão Parmênides) ao defender tanto a existência quanto a necessidade de mapear o mundo sensível. Consegue também criticar Heráclito ao demonstrar sua aversão ao arbitrário da multiplicidade. Poderíamos dizer que seu ponto de vista é basicamente aristotélico. Pois, a linguagem é considerada ao mesmo tempo um problema, mas também a saída. Além disso, sua defesa de uma postura objetiva e sistemática diante do mundo e diante de um método que parte da afirmação de que tudo (ou quase) depende de uma capacidade do observador em descrever aquilo que vê utilizando uma linguagem clara, faz dele um empirista.

Entretanto, Lavater fará um elogio à necessidade que deve possuir o fisiognomonista para utilizar sua emoção na hora de analisar um rosto. De fato, Lavater tem uma aposta, mas do ponto de vista prático sua hipótese se torna um tanto (senão completamente) inviável enquanto discurso científico formal.

Seu ponto de vista pretende ser científico sem abandonar os preceitos do protestantismo. Por isso, insiste na distinção entre o essencial e o arbitrário. Lavater busca a essência do ser humano. A linguagem divina que descortina a absoluta verdade se reflete no significante mais visível: o corpo humano (7).

Dêem-Me Um Cadáver

Lavater faz uma distinção entre fisiognomonia e patognomia. A última é o estudo das expressões faciais a partir de feições móveis: olhos, boca, rubor, etc. Devido ao fato de que são funções que conseguimos impor controle relativo, estão sujeitas à má fé das pessoas que as controlarem bem. Já na fisiognomonia, trata-se da análise das feições fixas. Não temos nenhum controle sobre elas, portanto estariam “escritas” com a “linguagem original” do ser essencial. Desta forma, é no momento de descanso, adormecido ou, preferivelmente, morto, a melhor oportunidade para interpretação. Lavater aconselhava a análise da testa (8). O “ato de significação” em Lavater passa pela hipótese de uma linguagem original da natureza.

Lavater insiste em que o trabalho do fisionomista é perseguir uma técnica de descrição eficaz. Rivers afirma que nesta época era comum a idéia da linguagem como uma ferramenta de análise. Os Românticos pensavam assim. O próprio Condillac afirmou que o tratamento de questões metafísicas e morais necessitam de uma utilização menos leviana das palavras. Diria Lavater que “a maior parte de nossos erros se originam na imperfeição da linguagem” (9). Seu discurso lembra muito Aristóteles, pois em ambos a busca da verdade não passa apenas por um novo sistema de significação, depende também de uma expansão do vocabulário. A preocupação de Lavater, e de Aristóteles, é que somente através de cada vez mais profundas descrições do físico poderemos conhecer o metafísico. A velha questão do particular e do geral. Segundo Lavater, a linguagem possui uma inevitável generalidade, ela não define objetos, ela os classifica. Assim, uma mulher que dizem ser bonita não foi nem descrita, nem definida. Apenas fora colocada na categoria de pessoas que o observador considerada como tal. Para Lavater, a fisiognomonia tomaria para si uma tarefa impossível, a expressão do particular através do geral (10).

Rivers aborda outro ponto polêmico no pensamento de Lavater. Ele valoriza a sensação sobre a percepção. Segundo Lavater, devemos seguir nossas primeiras impressões. O verdadeiro fisiognomonista tem suas primeiras impressões dadas por Deus (natureza). O verdadeiro fisiognomonista não utiliza a indução humana, pois que induz ao erro. Para captar as impressões, ele tem que possuir um “talento” dado por Deus. Privilegiando a intuição sobre a observação sistemática, Lavater mostra mais uma vez que realmente a meta da fisiognomonia é teológica e não científica. Rivers nos lembra, entretanto, que no século XVIII, distinções entre ciência e sentimento ainda não estavam claramente definidas (11). Lembremos também que, em sua retórica misógina, Lavater considera que o que desvaloriza a mulher é exatamente a incapacidade de ser objetiva.

Quando nos abandonamos aos sentimentos, não somos seduzidos pelas aparências?

Rivers argumenta que quando o corpo humano é o objeto de estudo, o julgamento necessariamente passa pelas aparências. Lavater havia tentado escapar deste impasse reafirmando que a proposta é buscar uma “realidade” que está por trás destas aparências, utilizando-as apenas como veículo. O problema está no nível metodológico, pois Lavater não indica como é esta realidade, portanto ela não pode ser verificada. Neste ponto, volta a crítica de Aristóteles a Platão - assim como o problema que Aristóteles não conseguiu resolver. Rivers parece não perceber a semelhança na problemática metodológica entre Lavater e Aristóteles (12). Rivers mostra como Lavater pensa que resolve o problema: somente uma pessoa (fisicamente) bela pode julgar a beleza de outras...

O campo de estudos de Rivers é a literatura. Ele quer mostrar que os escritos de Lavater devem ser entendidos como texto literário. A análise do fio narrativo adotado por Lavater é mais frutífero do que procurar uma objetividade em seu discurso apenas porque ele afirmou que ela existe. Em Face Value, Rivers problematiza não a cientificidade da fisiognomonia, mas como ela se inscreve nas novelas dos séculos XVIII e XIX. A fisiognomonia de Lavater é muito sugestiva em relação à caracterização verbal de caracteres físicos dos personagens fictícios. Antes de mais nada, afirma Rivers, a própria fisiognomonia é uma forma narrativa. A eficácia referencial não é de interesse das narrativas literárias, mesmo quando o texto explicitamente a propõe, com em Lavater. Completa Rivers...

“Lendo as narrativas de rostos que Lavater dá em seus trabalhos, se é frequentemente lembrado do popular passatempo que consiste em criar biografias imaginárias para os passantes, baseados somente em poucos indícios que se pode acumular de suas aparências. As narrativas criadas por Lavater são destituídas de veracidade como as criadas neste jogo. Elas têm, contudo, ao contrário daquelas do jogo, um propósito: são tentativas (embora abandonadas) de explicar e ordenar o ser humano”. (13) (imagens ao lado e acima, produzidas por Gerald Bybee).

Na opinião de Rivers, a narrativa é a forma que a fisiognomonia encontra para atingir seu objetivo de ordenar o arbitrário. Citando Peter Books, Rivers afirma que a narrativa é uma forma de compreensão e explanação que possui uma dinâmica - que Brooks chama “enredo”. O qual faz da narrativa ordenada e ordenadora. Todas as disciplinas, sejam as ciências sociais, naturais ou na ficção, respondem à necessidade de uma narrativa explanatória que busca autoridade num retorno as origens traçando uma história coerente da origem ao presente. Citando Voltaire, a “história substitui a teologia como o discurso chave e imaginação central”.

A fisiognomonia é, a partir deste ponto de vista, uma indagação das formas narrativas da ciência e da teologia. Na opinião de Rivers, a fisiognomonia se torna um sugestivo espaço de questionamento da narrativa como ordenamento. “As leituras fisiognômicas de Lavater são ao mesmo tempo descrição e narração, e, portanto anulam a noção tradicional em estudos literários de que estas duas categorias são mutuamente excludentes”. O discurso ficcional seria persuasivo não por possuir método e dados verificáveis, mais porque satisfaria uma necessidade humana básica de ordenar e explicar a vida. Os personagens e suas vidas são ordenados e adquirem inteligibilidade a partir de sua caracterização fisionômica. Enfim, a sobrevivência da fisiognomonia teria sido perpetuada a partir da literatura ficcional e narrativa.

Notas:

Leia também:

Rostos: Fisiognomonia (IV)


1. BALTRUSAITIS, Jurgis. Aberrações. Ensaio sobre a lenda das formas. Tradução de Vera de Azambuja Harvey. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1999. P. 57.
2. RIVERS, Christopher. Face Value. Physiognomonical though and the legible body in Marivaux, Lavater, Balzac, Gauthier, and Zola. USA: The University of Wisconsin Press, 1994.
3. Idem, p. 70.
4. Ibidem, p. 80.
5. Ibidem, p. 80-81.
6. Ibidem, p. 82.
7. Ibidem, p. 82-83.
8. Ibidem, p. 83.
9. Ibidem, pp. 88-90.
10. Ibidem, pp. 91-92.
11. Ibidem, pp. 96-97.
12. Ibidem, pp. 98-99.
13. Ibidem, p.101.

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